Detida há dois anos por agredir uma idosa no prédio onde morava, na Rua Frei Caneca, região central de São Paulo, a trans e cabeleireira Verônica Bolina ganhou manchetes em todo o Brasil por ter aparecido desfigurada após ser torturada por policiais e por ter arrancado com mordida a orelha de um agente de segurança pública.
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O pior já passou. Verônica conseguiu liberdade esta semana após ser inocentada da tentativa de homicídio de uma idosa, de agressão a outra trans e a policiais. E nada a ver com os atos, mas sim por conta do estado mental dela.
Ela recebeu o diagnóstico de transtorno de personalidade, o que a tornou inimputável. Por conta da doença, ela não teria consciência do que fez á época.
Em entrevista ao site G1, Bolina falou do ataque ao policial e do que sofreu. “Era uma outra pessoa que me controlava. Eu escutei uma voz para mim que me disse: ‘Eu quero a orelha'. Quando a voz falou da orelha, eu já fui igual a um cachorro e já fui na orelha." O ato foi reação ao chute que levou do agente. Ela também relata violência sexual com um cabo de vasssoura. Os policiais ainda estão em julgamento.
Quanto ao futuro, Verônica quer escrever um livro, seguir o espiritismo - ao qual aderiu na prisão - e fazer faculdade de Letras ou Enfermagem. De mais urgente, ela precisa realizar cirurgia para reparar uma das mamas, machucada seriamente na tortura.